O Incrível Homem Elástico ou Homem Borracha:

Acredito que muitos dos amigos ainda lembrem do programa “Clube da Criança”, que foi exibido nos anos 80 na Rede Manchete e apresentado por uma Xuxa ainda não tão famosa e sem o vindouro título de “Rainha dos Baixinhos”. Neste programa, que ia ao ar no horário da tarde, passavam desenhos maravilhosos e que marcaram época, tais como Lord Gato e Marmaduque, Lord Gato e a Turma do Abobrinha, Pirata do Espaço, Família Drácula (de onde surgiu a impagável interjeição – “Mau Sapão!”), Patrulha Estrelar, Super Tiras, Dartagnan e os Três Mosqueteiros, dentre muitos outros.
Foi justamente neste contexto, assistindo os desenhos da tarde na Manchete, que eu fiu apresentado a um dos personagens mais engraçados do Universo DC, o Homem Elástico, cujo desenho animado produzido pelos estúdios da Hanna Barbera, tratou de povoar a minha imaginação.
Ao bom e velho estilo Scooby-doo, Elástico e os seus amigos (Ula-ula e Penny) viajavam ao redor do mundo prendendo bandidos e resolvendo mistérios. A diferença é que ao invés de um cachorro engraçado o desenho exibia um palhaço vestido com um colante vermelho e óculos de mergulho que podia mudar de forma e inclusive assumir as características de objetos complexos (computadores, aviões, bombas etc).
Em uma versão posterior, o desenho apresentou ao mundo o seu próprio Scooby-Loo, o Bebê Elástico, filho do Homem Elástico com a sua, agora esposa, Penny. Tal como a versão anã do cão detetive, o Pirralho Elástico conseguiu apenas impopularidade, já que as suas aventuras nem de longe se comparavam às do seu pai na época de solteiro.
Passados alguns anos, depois de ter largado as HQ´s da Mônica e dos Tio Patinhas, e ter começado a me interessar pelas aventuras de heróis, conheci o Homem Borracha, que não era outro se não o meu bom e velho conhecido Homem Elástico só que com um novo nome, que havia sido dado pelos tradutores da linha jovem da editora Abril, que era quem publicava as revistinhas da DC e da Marvel.
Engraçado que na minha cabeça aconteceu um baque terrível; o meu herói de infância, que apesar de pastel era ingênuo e bom caráter havia passado a pilantra e boçal da noite para o dia.
Eu simplesmente não podia acreditar que o Homem Elástico, no universo criado pela DC Comics, fosse um ersonagem menor, um homúnculo boboca, um herói de meia tigela, que preferia fazer piadas infames e atrapalhar a atuação dos verdadeiros mocinhos a socar bandidos e a salvar o mundo.
Apesar de ter sido muito ruim sentir a imagem do meu herói favorito ruir bem debaixo dos meus pés, consegui sobreviver e superar o trauma. Digo isso porque depois de muita psicanálise (rs) passei a gostar desse novo personagem. Ele era bem diferente do que eu havia conhecido uma vez que, ele tinha uma origem e explicação para os seus poderes, um alter ego que não era dos mais espartanos e uma personalidade doentiamente boçal.
O Homem Borracha, havia nascido com o nome de Patrick O´brien, e ficou conhecido mais tarde como “Enguia” O´brien (Eel O´brien, no original), por ser um tremendo mão leve. Isso mesmo, a vida do meu herói, em uma versão madura havia começado no crime. Tanto foi assim que ele obteve os seus poderes elástico quando de uma tentativa de roubo a uma fábrica, ao cair em um tanque com produtos químicos que, queimaram a sua pele e “entraram na sua corrente sangüínea” provocando a alteração de sua fisiologia.

Nessa empreitada criminosa, O´brien só não foi capturado pela polícia porque um monge que vivia num monastério na floresta próxima a fabrica o encontrou o escondeu e cuidou dos seus ferimentos. Após recobrar sua consciência e já com os poderes, O´brien decidiu, motivado pelo exemplo do seu salvador, ajudar o próximo e por isso passou a combater o tipo de gente que um dia ele mesmo havia sido.
Seus poderes envolvem a alteração de forma e assunção das propriedades físicas e orgânicas dos objetos metamorfoseados, ou seja, se ele se tranformar um uma bomba, ela explodirá, um revólver, ele efetuará disparos etc.

Além dessa capacidade fantática, O´brien também possui uma resistência e um poder de regeneração absurdos. Basta dizer que certa feita, ao enfrentar o Apocalipse, ele foi rasgado ao meio pelo monstro e sobreviveu para contar a história.

Ao que tudo indica a limitação dos seus poderes está simplesmente na cor. Ele não consegue assumir as cores típicas do objeto no qual se transformou (mantém o seu padrão cor-de-pele, vermelho, amarelo, preto e branco).
Quanto a figura de ação, a que vou fazer referência é a da DC Direct, que foi lançada na segunda linha da série. Apesar de a figura ser bem legal, o seu nível de detalhamento é muito baixo. Seus braços foram feitos de uma borracha bem mole e flexível de modo a imitar os podere do herói e que, com o tempo, desbota e passa a apresentar cor mais clara que o corpo do boneco. Contudo, o problema maior está no óculos de mergulho do personagem, que foi confeccionado com a mesma borracha molóide dos braços do Homem Borracha e que por isso se solta o tempo todo e parece ser frágil e fácil de arrebentar.
A figura apresenta pontos da articulação no pescoço, ombros, pulsos, cintura, pernas e joelhos.
Espero que os Srs gostem tanto de ler este post quanto eu gostei de escrevê-lo.
Um [] a todos.

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